Bradesco

  • 14/07/2017

    Sindicato combate política de redução de funcionários do Bradesco

    Bradesco ignora mobilizações, negociações e judicialização das demissões

    Em fevereiro de 2017, um dos muitos atos que denunciaram as demissões. Foto: Joka Madruga/SEEB Curitiba

    Muitas providências foram tomadas pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e região ao longo do processo de venda do HSBC e incorporação pelo Bradesco. "Buscamos todos os órgãos, tanto políticos quanto entidades possíveis, apresentando demandas, denunciando os abusos e já apontando o que iria acontecer, embora o Bradesco sempre negasse que haveria demissões. E muitos, inclusive os bancários, preferiram acreditar nisso", afirma Cristiane Zacarias, representante do Paraná na COE Bradesco. 

    Ela explica que após a virada de chave, já sabendo que a conversa e negociação com o Bradesco não avançava, o Sindicato entrou com ação na Justiça do Trabalho, na tentativa de coibir as demissões em massa. Uma liminar judicial foi conquistada em fevereiro de 2017, mas o Bradesco descumpre. Naquele momento, o Sindicato anunciou a suspensão de novas homologações de demissões e implantou um mutirão para agilizar a rescisão de quem já havia sido demitido ou pedido desligamento para liberar as verbas rescisórias o mais breve possível.

    No primeiro semestre de 2017, as secretarias jurídica e de saúde acompanharam as mais diversas histórias de funcionários do Bradesco, a maioria incorporados do HSBC, que na primeira oportunidade foram demitidos pelo banco. Trabalhador abalado, trabalhador chorando, ex-funcionário que estava ali por vontade própria num desligamento a pedido. O banco mandava aos montes, sempre informando ao Sindicato somente dia e hora, sendo "surpresa" a quantidade de bancários que vinham ao mesmo tempo para a entidade dar conta de atender prontamente. 

    De 1º de janeiro a 15 de julho de 2017, foram 656 demissões homologadas sem justa causa pelo Bradesco, um indício notório de demissão em massa e de descumprimento de liminar judicial. 

    "Durante todo o processo fizemos reuniões com os bancários, assim como faremos na próxima segunda-feira, dia 17 de julho, a partir das 18h30, no Espaço Cultural, para tirar dúvidas, especialmente jurídicas, sobre esse PDVE anunciado pelo Bradesco, que somos contra e orientamos que ninguém faça adesão sem refletir sobre os prós e os contras. Então, convido os colegas que se somem para construirmos juntos os caminhos possíveis. O Sindicato sempre fez e fará seu papel de tomar as medidas políticas e jurídicas, mas os bancários do Bradesco também precisam atender aos chamados e participar do processo", finaliza a dirigente.

    Paula Padilha SEEB Curitiba