Saúde

  • 08/11/2018

    Novembro Azul: Mês de combate ao câncer de próstata

    Mudam o mês e a cor, mas a conscientização da importância da prevenção continua.



    Se outubro é marcado pelo combate ao câncer de mama, novembro é o mês de conscientização sobre a importância da prevenção ao câncer de próstata. Trata-se de um dos tipos mais comum entre os homens e é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve tumores malignos. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

    A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que pesa cerca de 20 gramas e se assemelha a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma. “Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas. Porém, quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura”, esclarece Vanderléia de Paula, secretária de Saúde do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região.

    Por isso, a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal.

    “A palavra é prevenir! Novembro é um mês muito importante para a saúde masculina, na mesma proporção que outubro é importante para a saúde feminina. O câncer de próstata é a segunda maior causa de morte de câncer no Brasil. Por isso, conscientizar e quebrar ‘tabus’ é fundamental para a saúde de todos. Não deixe a prevenção para depois, pode ser definitivo!”, resume Gisele Falat, secretária de Igualdade e Diversidade do Sindicato.

    SEEB Curitiba, com informações do Ministério da Saúde