Caixa Econômica

  • 04/05/2018

    Conquista: Bancários da Caixa recebem ação de 7° e 8° horas

    Desta vez, avaliadores de Penhor e assistentes gerenciais foram ressarcidos.

    Foto: SEEB Curitiba

    No fim da tarde desta quarta-feira, 02 de maio, a assessoria jurídica do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região realizou o pagamento dos valores referentes as ações judiciais coletivas que cobram a 7ª e 8ª horas trabalhadas e não pagas como horas extraordinárias pela Caixa Econômica Federal. 16 bancários que ocuparam as funções de Avaliador de Penhor e Assistente Gerencial foram contemplados pela ação judicial, ajuizada em 2010.

    O advogado Nasser Ahmad Allan explicou aos bancários que os valores recebidos neste momento são os reconhecidos como devidos pelo banco (incontroverso). Futuramente, ainda serão discutidos os valores controversos.

    "Gostaríamos de parabenizar este bancários, que tiveram coragem para fornecer seus nomes no rol das ações judiciais, cobrando da Caixa os valores devidos e não pagos. É esta a determinação que precisamos e que teremos que continuar tendo para avançar em nossas conquistas", destacou Genesio Cardoso, dirigente sindical. 

    “O Sindicato de Curitiba e região é pioneiro no ajuizamento de ações por substituição processual para o pagamento da 7ª e 8ª horas trabalhadas como extra. Desde 2006, temos reclamado judicialmente este direito. E, a cada ano, mais bancários são ressarcidos. Agradecemos a confiança no Sindicato e parabenizamos os bancários por essa vitória!”, resumiu Elias Jordão, presidente do Sindicato.

    Ações de 7ª e 8ª horas
    Desde 1933, a jornada do bancário é de 6 horas diárias, inclusive a de comissionados que exercem cargos técnicos. Contudo, nem sempre os bancos cumprem esta determinação. Para corrigir irregularidades, o Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, em parceria com o Escritório de Advocacia Declatra, ajuíza ações por substituição processual, em que a entidade é autora e substitui os bancários. O número de vitórias judiciais nesses casos é expressivo e supera 90%.
    Renata Ortega SEEB Curitiba