Caixa Econômica

  • 16/05/2018

    Caixa: Carta Aberta cobra respeito e valorização aos empregados

    Documento é uma resposta ao megaevento promovido pelo banco para cobrar resultados dos gerentes.

    A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) encaminhou, nesta terça-feira, 15 de maio, uma carta aberta à direção do banco, na qual os trabalhadores reivindicam mais respeito e valorização. O documento é uma resposta aos atos contraditórios da empresa, que ao mesmo tempo em que reduz despesas com o quadro funcional, financia com dinheiro público um megaevento, que será realizado nesta quarta-feira (16), em Brasília, com a presença de mais de 6 mil gestores.

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    Confira abaixo a carta aberta enviada à Caixa:

    CARTA ABERTA À DIREÇÃO DA CAIXA
    Nós, empregados da Caixa Econômica Federal, reivindicamos mais valorização e respeito aos nossos direitos. Nesta quarta-feira, 16 de maio, data em que iniciativas que significam o desmonte do banco são pano de fundo de um megaevento em Brasília (DF), bancado com dinheiro público, protestamos contra a precarização das condições de trabalho e projetos para enfraquecer e diminuir a Caixa.

    O clima de insegurança entre os trabalhadores se agrava em todas as unidades do país. Decisões unilaterais estão levando ao encolhimento da empresa e restringindo as conquistas dos bancários e bancárias. Um dos exemplos é a redução do quadro de pessoal. Graças a programas de demissão e aposentadoria, mais de 16 mil empregados deixaram o banco desde 2015, sem que houvesse a retomada das contratações.

    Já a verticalização tem impacto diretamente os trabalhadores e a sociedade, já que muitos que prestam atendimento social estão sendo direcionados para prospecção de clientes de alta renda e para a venda de produtos, adotando-se uma estratégia das instituições privadas. A Caixa de que o Brasil precisa não combina com restrição de atendimento à população e segregação de pessoas por faixa de renda.

    A nova reestruturação em curso, chamada agora de Programa Eficiência, é outro motivo de protesto dos empregados do banco. Lançada no dia 19 de abril, a iniciativa mira na redução de despesas operacionais em R$ 2,5 bilhões até 2019. Mais uma vez, o que está em risco é o papel social da Caixa e os direitos da categoria. Ao contrário do que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), não houve qualquer debate prévio entre a direção da empresa e as entidades representativas dos empregados.

    Nós, empregados da Caixa, defendemos um banco 100% público, fomentador do desenvolvimento econômico e social do país, por meio de políticas públicas. Defendemos também uma Caixa que valorize seus trabalhadores, pois são eles que constroem, todos os dias, essa empresa a serviço dos brasileiros, sobretudo dos mais carentes. Para isso, no entanto, respeito deve ser a palavra de ordem.

    #CaixaRespeiteoEmpregado
    #DefendaACaixaVocêTambém

    Contraf-CUT