Banco do Brasil

  • 09/01/2018

    Trabalhadores denunciam: PAQ do BB é engodo

    Falta de objetividade nos critérios causa instabilidade entre os bancários

    O Programa de Adequação de Quadros anunciado pelo Banco do Brasil na última sexta-feira (5) já está aberto e hoje deve ocorrer a primeira rodada do SACR (Sistema Automático de Concorrência à Remoção), onde os bancários que estão em “excesso” nas unidades poderão se inscrever para concorrer à vagas remanescentes, porém como escriturários.

    O problema, segundo o Movimento Sindical, é a falta de clareza nos critérios para identificar quem são os “excessos” nas unidades e o modo como plano está sendo implementado. Pois, ao mesmo tempo que acontece o SACR, o banco promove uma reestruturação com desligamentos incentivados e transferências compulsórias.

    “Os critérios são muito subjetivos, o banco não deixa claro quem está em excesso e o porquê. Os funcionários ficam sem opção, ou escolhem o lugar que querem ficar , mas como escriturários ou tentam concorrer a um cargo comissionado rebaixado, porém em outro local. Ou seja, tem que escolher entre a opção menos pior” lamenta Ana Busato, diretora do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região.

    O Sindicato aponta outro problema causado pelo banco: os remanescentes da reestruturação anterior que não conseguiram ser realocados não terão prioridade de escolha, além disso, muitos outros poderão ser afetados e ficar na mesma situação.

    “ Estamos recebendo denúncias de que as vagas não estão disponíveis no sistema e que muitos não estão conseguindo se inscrever. Já chegou até nós que até mesmo o pessoal da escritório digital, recém inaugurado, está sendo afetado” denuncia Daniele Bitencourt, diretora da FETEC-PR.

    Com o fechamento do Cenop no Recife e de outras tantas agências, a preocupação dos trabalhadores é com a sobrecarga de trabalho, a terceirização e o desmonte da instituição. Estima-se que mais de mil trabalhadores estão em excesso e que em sua maioria serão os caixas serão os mais afetados.

    “Com essas sucessivas reestruturações o banco se distancia da sua função social, empurrando o cliente para fora do banco ao impor o atendimento nos escritórios digitais. O BB está usando a reforma trabalhista para prejudicar seus funcionários, por isso precisamos nos mobilizar em defesa dos nossos empregos e do banco enquanto patrimônio público” defende Busato.

    O Sindicato orienta à todos os bancários do BB que antes assinarem qualquer documento entrem em contato com o Sindicato para sanar as dúvidas ou denunciar situações de abuso. O contato pode ser feito pelo email bb@bancariosdecuritiba.org.br.

    Camila Cecchin SEEB Curitiba