Na última terça-feira, 20 de julho, a Contraf-CUT e a Fenaban se reuniram pela quarta vez no ano para discutir segurança bancária. A mesa temática contou mais uma vez com a presença do secretário de Organização do Ramo Financeiro da FETEC-CUT-PR, Carlos Alberto Copi, que mesmo diante de muitas dificuldades nas negociações, vê possibilidades de avanços. “Foi uma reunião muito difícil, principalmente pela postura contrária da Fenaban, porém, temos perspectivas que muitos itens negociados sejam convencionados na campanha salarial”.
Na ocasião foram abordados temas preventivos e indenizatórios. Quanto às medidas de prevenção, a Contraf alertou mais uma vez sobre a importância da instalação de porta de segurança, por ser considerado como um dos principais instrumentos que causaram a redução nos índices de assaltos a bancos. Contudo, a Fenaban alegou que não há consenso entre os próprios bancos em relação a este assunto.
Na negociação também foi debatida a possibilidade de instalação de câmeras de monitoramento e filmagem, para verificação em tempo real pelos órgãos de segurança pública. A Fenaban declinou aos bancos a decisão sobre o assunto. Outro ponto deixado pela Fenaban a critério dos banqueiros é com relação à abertura e fechamento de agências por empresas especializadas.
No item sobre transporte de valores por funcionários, há consenso entre a Contraf e a Fenaban: o transporte de numerário pelos bancários é proibido, mas ainda existem algumas regiões do país que o problema não foi resolvido.
A Federação Nacional dos Bancos (entidade patronal) isentou os bancos de responsabilidades em assaltos denominados “saidinha de banco”; a Fenaban considera o crime como problema de segurança pública, argumento rechaçado pela Contraf, que considera o golpe iniciado dentro das agências e que poderia ser evitado com a instalação de divisórias nos caixas de atendimento e nos eletrônicos.
Medidas indenizatórias
A Fenaban se nega a negociar a ampliação do pagamento de indenizações para trabalhadores bancários que sofreram assaltos e sequestros. Atualmente, são pagas indenizações somente nos casos de morte ou invalidez permanente. “Nós também cobramos dos bancos o pagamento de adicional de periculosidade e risco de vida aos empregados que trabalham em agências, postos e áreas de risco. A Fenaban achou um absurdo”, relata Carlos Copi.
Mais uma vez a Fenaban se comprometeu a liberar o acesso às estatísticas de assalto, mas ainda quer discutir a forma que isso será feito. Quanto à emissão de Boletim de Ocorrência, a Fenaban alega que orienta os bancos sobre o procedimento e que está disposta a receber denúncias das entidades sindicais em casos de descumprimento.