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Metas abusivas e assédio moral nas CRBBs precisam ser contidos

As denúncias de assédio moral e cobrança excessiva de metas nas Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBBs) voltaram a ser debatidas na quinta-feira, 12 de maio, em reunião entre Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o banco. O retorno trazido à mesa de negociação com as Diretorias Executiva de Varejo (DIVAR) e de Pessoas (DIPES) foi que a orientação para os gestores é de dar melhor atenção às reivindicações desses trabalhadores. A direção do banco ainda trouxe o retorno de outras reivindicações dos trabalhadores nas CRBBs feitas pelo movimento sindical nos últimos encontros.

No que diz respeito às metas abusivas, o entendimento do BB é que o problema talvez não sejam as metas, mas sim a forma como elas são exigidas, argumento que obteve refutação dos sindicalistas. “O dimensionamento das exigências e a disponibilidade de recursos, tanto humanos quanto de condições de trabalho e renda, mostram-se inadequados. A fim de atender as demandas das Centrais, é importante fazer um novo redesenho, que proteja a saúde desses funcionários, alcance a rentabilidade para a empresa, assegurando boas condições, encarreiramento e motivação, bem como o preenchimento das vagas com novos concursados ou com outros funcionários que queiram trabalhar nas Centrais”, afirmou Getúlio Maciel, representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB pela Fetec-SP.

Quanto ao assédio moral, as críticas feitas pelo movimento sindical quanto à tentativa de institucionalização dessa prática nefasta nas CRBBs, tem deixado os funcionários no limite da integridade de sua saúde física e mental, recrudescendo a indignação dos colegas em relação ao descaso da empresa, dificultando qualquer entendimento com o BB e os Sindicatos. “A exceção da Central de Relacionamento em SP, os níveis preocupantes apurados em denúncias pelas outras CRBBs, notadamente em São Jose dos Pinhais, clama por uma resposta dura da direção do banco no sentido de coibir essas atitudes e demonstrar que, de fato, não vai tolerar o ambiente toxico de assédio moral nas suas dependências” disse Maciel.

As diretorias do banco (DIPES e DIVAR) demonstraram entender as reivindicações dos trabalhadores, mas ainda não se comprometeram com uma solução definitiva, de modo que ainda haverá outras conversas sobre o tema, até que haja verdadeiros avanços. “Nós estamos sempre abertos ao diálogo, em busca de soluções. O problema é que algumas vezes os gestores não têm a mesma postura e preferem o enfrentamento. Desta forma, não conseguimos resolver os problemas, que só crescem e prejudicam cada vez mais trabalhadores”, lamentou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. “Nós vamos continuar alertas com essa situação. Esperamos que eles resolvam efetivamente a questão”, completou.

“Avaliamos que situações como atendimento de chat e ATA ao mesmo tempo, para poder bater a meta, geram stress e aumentam os riscos de erros e processos administrativos. Tratar como situação ‘não obrigatória’ não resolve o problema, é preciso que seja proibida e os números redimensionados”, critica Alessandro Garcia (Vovô), representante do Sindicato na negociação. “Tivemos alguns avanços, mas pequenos ainda se comparados com o que prejudica o trabalho e a saúde mental dos funcionários das CRBBs. Trata-se, naturalmente, de um serviço já mais desgastante que o atendimento nas agências e demais departamentos. Por isso, devemos intensificar a mobilização desses funcionários para que consigamos conquistar mais!”, conclama.

Retorno ao trabalho presencial

No dia 22 de abril, o Ministério da Saúde publicou portaria encerrando oficialmente a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) em decorrência da Covid-19. Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria passa a valer depois de 30 dias para adequação dos governos federal, estaduais e municipais. Um dos principais impactos para os trabalhadores deve ser a convocação dos trabalhadores para o retorno ao trabalho presencial, inclusive dos do grupo de risco. “Nosso acordo coletivo da Covid-19 está atrelado ao estado de Emergência. Com a revogação dela, perdemos o que foi conquista em relação a manter o grupo de risco em home office, a compensação do banco de horas negativo e, por fim, o compromisso de não descomissionar, que o banco assumiu no início da pandemia. Nós precisamos saber como ficará isso”, cobrou Fukunaga.

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