Assédio Moral

Bancários no combate ao assédio moral

Desde 2010, os bancários de todo o país contam com um importante instrumento de combate ao assédio moral, chamado Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho. Trata-se de um Acordo Coletivo de Trabalho Aditivo celebrado entre a Contraf-CUT e os bancos (de adesão voluntária), que investiga denúncias de assédio moral formalizadas pelos trabalhadores.

O assédio moral pode ser definido, em síntese, como um processo em que determinada pessoa, repetidamente, persegue e ou maltratada outra, por meio de comportamentos vexatórios, abusivos e humilhantes, praticando terrorismo psicológico que leva ao sofrimento e, muitas vezes, ao adoecimento mental da vítima.

Nos bancos, o tipo mais comum de assédio é o organizacional, manifestado na cobranças abusivas por resultados, no controle excessivo da produtividade, tempo e ritmo de trabalho, nas pressões exacerbadas e na fiscalização exagerada. Estas são técnicas de gestão que acabam por gerar inúmeros malefícios à saúde do empregado.

As práticas que configuram o assédio moral, especialmente quando combinadas, são: xingamentos de toda ordem; gritos; menosprezo e ou desqualificação à pessoa e ou ao seu trabalho; isolamento; delegação de tarefas e atividades muito aquém ou muito além da capacidade do empregado; controle de idas ao banheiro; retirada ou diminuição drástica das atividades; ameaças de transferências, perda de função e até mesmo demissão; divulgação de ranking de produtividade dos empregados; fiscalização e vigilância excessivas. Para que se caracterize o assédio moral é necessário que essas práticas sejam repetitivas e sistemáticas.

Se você foi ou está sendo alvo de práticas como as exemplificadas, de forma recorrente, no seu ambiente de trabalho, denuncie!

Como detectar o assédio moral

• Você é ou foi vítima, constante e repetidamente, de xingamentos e ou gritos por parte da chefia ou de colegas?
• O banco cobrou ou cobra de forma abusiva o alcance de metas?
• Nessas cobranças, você é ou foi ameaçado (de forma clara ou velada) de transferência, perda de função e ou demissão?
• Há divulgação de ranking de produtividade dos empregados pela intranet, e-mails, murais ou por meio de outro veículo?
• Suas tarefas ou atividades, assim como instrumentos de trabalho, foram retirados?
• Suas idas ao banheiro são controladas?
• Você é ou foi vigiado, fiscalizado ou cobrado, de forma constante, ríspida e exagerada?
• Você é ou foi ignorado ou tratado de forma diferente dos demais pela sua chefia ou colegas?
• Você é ou foi chamado à atenção ao menor erro cometido, com rispidez e de forma constante?
• Você é ou foi repetidamente vexado, exposto, desrespeitado ou humilhado publicamente?

Em caso de respostas afirmativas, denuncie! Sua denúncia é muito importante no combate a essa prática altamente nociva à saúde e também na conscientização para a prevenção da violência laboral.

Saiba como denunciar